quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Tinta

Valda observava a paisagem. Era o que a interessava. A vida toda contida no pensamento ali.Intenso e concentrado.E o que fosse o resto.Sua atenção se rendia ao andar da paisagem.Suas deformâncias.Era uma pessoa só ao redor do verde.Não obstante, não passava de pequenos fragmentos, agora unidos, transformados em energia.Era fermento.E tudo também o era.Mas esse não era o real motivo.Era a solidão que causava melancolia.A solidão profunda de todos os seres que habitavam a Terra.O contraponto era o egoísmo do próprio amor.A morte da liberdade.O problema estava nela sim, e em todos.Era tudo paisagem.Cercas - vivas limitavam as áreas e os donos. Solidão.Profundo.Intríseco.Mas o que era o era realmnte?Por que não éramos como paisagens?Livres e verdes?Valda lagava - se.Porque pensava?Devia deliciar - se nas montanhas e só ver.Só observar.Mas não!Intirgava - se e a dor a bebia.Mas quando, num lampejo, o som da poeira ficava nítido, relembrava.E todo seu corpo estremecia e alagava o verde.