terça-feira, 25 de março de 2008

Toda robustez e toda rebuscada

Amo de amor que sente sede mesmo bebendo um rio puro, límpido, insípido.
Amo de amor de vinho, mas sem sair da sobriedade.
Amo de pés que não aguentam o peito.Amo de escritos de carvão.De estrelas que brilham mortas.
Amo de areia que chupa sal. De fios que sangram vermelho a boca pálida.De guache que borra tinta.De café.De vapor.De xícara.De borra.De insônia.
Meu colchão que sente sede, na verdade.